Muitas vezes vemos na televisão ou em artigos sobre cultura que “a vida imita a arte”. Há controvérsias nesse meio que dizem o contrário, que “a arte imita a vida”. Mas se enxergarmos por um lado prático, a vida é a arte e a arte é a vida. Uma se completa com a outra. A arte desde os tempos remotos de Homero e a Grécia Clássica até os dias atuais, se divide em três fundamentos básicos: harmonia, ritmo e emoção. Esses três elementos se completam na forma de sons, imagens ou cenas, representando algum acontecimento real ou fictício.
Mas o que é arte para nós hoje? Arte está presente nas rádios e nos rádios, automotivos ou não; nas cenas televisivas ou sob uma casa; nos movimentos corporais, coordenados ou não; nas linhas ou entrelinhas de um pedaço de papel; nas imagens registradas ou presenciadas por um avulso cidadão; nas risadas, lágrimas, fúrias, tristezas, desilusões e depressões do dia a dia. Muitas podem ser as formas de vivenciar a nossa arte. Podemos vê-la a sério demais, se preocupando com cada ato sem pensar na trilha sonora ou cenário, levando a um curto e triste drama sem platéia. Podemos também vê-la de forma leviana, se preocupando com coisas fúteis e desnecessárias, ou então nem se preocupando com nada, tendo como resultado um drama pessoal e uma comédia pública.
Podemos ser rígidos e críticos, vendo cada ato do nosso próximo com rancor e inveja, tentando a cada dia chamar o público para nosso espetáculo. Esse pode ser um dos mais perigosos, pois o ingresso pode ser alto demais e os espetáculo em si, pequeno. Podemos ser humoristas e encenar a vida em cima de uma grande piada. Esse meio é bem cômodo no início, mas um dia a platéia poderá exigir um trabalho mais sério, e, com certeza, não contará com a equipe deste espetáculo. Podemos ser romancistas e esperar que o grande par romântico bata na porta do teatro para estrear a peça, mas esquecemos de colocar um anúncio no jornal, dizendo que se procura ator ou atriz para contracenar. Podemos também querer esquecer a nossa peça e tentar se infiltrar na peça dos outros para mudá-la a nosso gosto. O respeito e a liberdade com nossos colegas autores e atores é primordial se não quisermos que nosso espetáculo termine em tragédia.
Todos estes meios acima descritos possuem dois dos sentimentos base: emoção e ritmo. Mas falta o principal, harmonia! Sem a harmonia, os atores perdem as deixas; os contra-regras as dicas; os figurinistas os tecidos; os maquiadores as tintas; os autores a história. Balancear uma boa vida faz com que ela se torne o mais belo espetáculo! Com cenas de humor, tragédia, ação, romance e terror, na medida adequada para qualquer público pagante.
Tendo esta atenção, a seu espetáculo nunca faltará platéia para ser apreciado!
Um grande abraço!
Flávio Rocha - ator
Grupo de Teatro Coliseu
Este foi o primeiro post elaborado por um membro do GTC
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Dei uma olhada e achei o post legal!
ResponderExcluirContinue assim!
Até!